‘’E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,
Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais.
Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.
E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.’’
Gênesis 3:2-6
Não será mais um texto que vai relatar a linha do tempo do movimento feminista. O movimento feminista é uma criação do diabo que deu certo em Eva, e é mais uma frente de batalha que o inimigo usa contra a Igreja. O propósito final não é a emancipação da vocação feminina como Deus ordenou, e sim o empoderamento para se igualar ao homem e superá-lo como uma deusa que ilumina a humanidade. A feminista quer ser temida e adorada.
Antes da queda, o inimigo da Igreja disse: ‘Se comerdes certamente não morrerás, serás como Deus’. A serpente incutiu a ideia de poder, privilégio, uma posição em pé de igualdade com Deus. Por isso Eva oferece a Adão para que os dois sejam deuses.
Ao satisfazer sua fome, os dois na realidade são desligados de Deus e aparecem os sintomas: ‘’Culpa, medo e vergonha, mas a serpente disse que eles seriam como deuses, e não aconteceu, a queda também trouxe o ego, arrogância e o conflito entre os dois’’.
Deus pergunta da maneira mais simples e objetiva, já sabendo do ocorrido, queria ouvir da voz de Adão a confissão da quebra da lei, ‘’Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?’’. A resposta de Adão revela que seu governo caiu: ‘’A mulher que Tu me deste como companheira ela me deu da árvore, e comi’’. Deus faz a mesma pergunta a Eva e Eva acusou a serpente.
Um efeito dominó causado pela entrada do pecado na natureza humana, não assumiram a culpa e entraram em conflito. A punição veio para os três envolvidos, e para a mulher o texto diz que sofreria com dores do parto, o desejo dela seria governado por seu marido.
A palavra hebraica para governo é מָשַׁל(mashal), ou melhor, a raiz verbal onde o substantivo se origina, a mesma usada em Gênesis 1:26 e 1:28: ‘’Deus diz para o ser humano “dominar” (usando a raiz mashal) sobre os peixes do mar, as aves do céu e todo ser vivo que se move na terra’’. Gênesis 3:16: ‘’Após a queda, é dito à mulher que o seu desejo será para o seu marido, e ele a “dominará” (mashal)’’. Neste contexto, o domínio do homem sobre a mulher é apresentado como uma consequência infeliz do pecado, e não como parte da criação original.
O texto de Gênesis 3 deixa bem claro que Deus ordenou que a mulher se sujeitasse a direção do homem. É o homem o guia, o freio e o governo espiritual da mulher.
A depravação da natureza humana ainda é tema acalorado entre teólogos, mas existe um consenso: ‘Sem Deus, o homem e a mulher estão ‘mortos em delitos e pecados’, como diz o texto de Efésios 2.5.
Quando o verso de Paulo fala em morte, não é sua alma, é sua volição, sua vontade é impotente para o religare (religar), por isso só o Espírito Santo pode regenerar o que foi quebrado, corrompido. A lei da carne continua, porem a lei do Espírito equilibra a guerra no processo de santificação da nova Eva.
A humanidade bebeu o cálice da extrema depravação; mergulhou em salto mortal na violência, escravidão, poligamia, prostituição e a homossexualidade. Em alguns momentos da história Deus interviu com dilúvio e o fim das duas cidades, Sodoma e Gomorra. Sem Deus, a humanidade fica à deriva dos seus desejos pecaminosos.
Os homens e mulheres fortaleceram o gene do pecado que chegou através do desejo de Eva em ser uma deusa. A natureza caída produziu monstros genocidas, mulheres diabólicas envolvidas com cartomancia e prostituição, imperadores efeminados que saciaram sua fome e sede com toda luxuria e perversão, conquistando os aplausos de Satanás.
A mulher na sua cobiça e queda trouxe o ateísmo. Para ser ateu você não precisa formular um tratado teológico-filosófico como produzido pelo ateu Ludwig Feuerbach que em 1841 escreveu seu ‘Magnum Opus de heresia’, ‘A essência do cristianismo’. Existem muitas formas de negar a existência de Deus e uma delas é tentar se igualar ou destronar Ele.
Quando os olhos se abrem para o conhecimento, a natureza humana torna comum aquilo que antes era mistério e temido, e automaticamente o ente busca uma nova necessidade acionando seus olhos para repetir a sensação anterior, como um círculo.
Muito diferente do que Espírito Santo nos revela através das Escrituras, pois nosso desejo pecaminoso é mortificado no exercício da santidade em obediência a Jesus Cristo.
A serpente não fez aquela afirmação atoa, a tentação dada a Eva era composta por muitos elementos que formariam o gene da natureza caída, entre estes elementos, a negação a Deus. ‘’Ele disse que você vai morrer? Não vai, certamente será como Ele’’. Ser mais que a imagem do Criador, tomar seu trono era a real intenção, pois na queda, a volição foi corrompida; o desejo para o bem foi perdido; Eva passou a ser governada pelo gene da morte que estabeleceu a lei da carne.
Para que o leitor entenda que não é preciso uma declaração pública ou uma obra apologética do ateísmo, leiam as palavras de Georg Jung que enviou uma carta falando sobre Karl Marx e seus amigos, ao seu amigo Arnold Ruge:
‘’ Se Marx, Bruno Bauer e Feuerbach se juntassem para fundar um periódico teológico-filosófico, seria melhor Deus se cercasse com todos os seus anjos e se entregasse à autocomiseração, pois estes três certamente o expulsariam do seu paraíso.
Este desejo de destronar a Deus ganhou pressupostos e uma filosofia baseada nos fundamentos da teologia, já que Bruno Bauer era professor de teologia na Universidade de Bonn na Alemanha, sua matéria era Crítica do Novo Testamento. Por quê? Não se trata de filosofia, mas do desejo latente, está em nosso DNA a ânsia do querer ser um deus e obter adoração.
A Escritura revela que este tipo de argumento é parte do gene da queda que veio da mesma engenharia satânica da tentação de Cristo no deserto. Satanás usa a Escritura para corromper a missão de Jesus para e dobrar a sua natureza humana a idolatria: ‘’Me adore e tudo te darei, serás como um deus’’. A velha proposta que derrubou Eva e Adão.
Todo movimento fabricado pela imaginação humana seja o socialismo com suas variantes feministas e racistas; o nacionalismo nazista com seu materialismo e pureza da raça e o comunismo do proletariado, negam a Deus e criam seus próprios profetas e messias, seus deuses humanos. Os intelectuais defensores da liberdade feminina, da emancipação do seu poder, então em parceria com o diabo, leia o que Saul Alinsky disse: ”Mas eis que chega Satã, o eterno revoltado, o primeiro livre-pensador e o emancipador dos mundos! Ele faz Eva e Adão se envergonhar da ignorância e da obediência bestial; ele emancipa, imprime em suas testas a marca da liberdade e da humanidade, levando o casal a desobedecer e a provar do fruto da ciência”.
Na linha da história do livro de Gênesis aconteceram várias tentativas de destronar a Deus, seja por uma Torre ou por meio dos reinados, homens que desejaram os privilégios dos deuses sempre traziam luxúria, prostituição e muita violência.
Deus sempre observou o comportamento dos dois sexos, e quando levantou Moisés, deu dez mandamentos e os primeiros tratam da adoração somente a Ele. Deus é Soberano plenamente e não aceita dividir seu Trono, seja com: Homens e mulheres, imagens e qualquer coisa que se iguale ou tente dividir sua Glória.
O resultado destes levantes contra o Trono de Deus é matemática perfeita, entenda: ‘Se comerdes, certamente morrerás’. O movimento feminista é genocida porque prega o aborto na ideia aventureira de Erich Fromm. Fromm em seu livro ‘’O medo a liberdade’’, disse: ‘’Desobedecer no Éden foi a maior vitória da raça humana, pois ela venceu o medo e conquistou sua liberdade’’. Mas o que aconteceu foi a entrada da morte que trouxe ao casal: medo, vergonha, culpa e conflito entre os dois.
O movimento feminista proclama a liberdade do ‘’meu corpo, minhas regras’’ na justificativa de assassinar infantes no ventre, negam e desumanizam o ser vivo para expiar o medo, a vergonha e a culpa, mas na realidade são agentes que promovem a entrada da morte em suas vidas e dos outros.
O feminismo também é um retorno ao primitivismo, o movimento visa destruir verdades absolutas em detrimento do relativismo para fragilizar absolutos e legitimar o que há de feio e errado.
As mulheres estão se masculinizando, colocando brincos em seus narizes (como porcos), pintando seus cabelos das cores: ‘’Azul, vermelho, verde’’; estão deixando os pelos crescerem; estão bebendo álcool mais do que os homens; estão vestindo roupas masculinas; estão tendo relações sexuais com vários homens e mulheres; estão usando a internet para vender sexo e sensualidade; estão a todo custo vivendo um hedonismo radical; estão em busca da ascensão social usando seus corpos. Se comportar como se Deus não existisse é também uma forma confessional do ateísmo, pois parafraseando Friedrich Nietzsche: ‘’Se Deus está morto, todo comportamento é permitido’’.
A palavra de Deus faz um alerta que é atemporal, Paulo fala que Deus abandonou estas mulheres secularizadas na carta ‘Aos Romanos’ 1.26: ‘’Por esta causa Deus os entregou às afeições vis, porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, para aquele que é contrário à natureza’’.
A beleza feminina está sendo destruída todos os dias, as mulheres perderam a moral e a modéstia em nome da ‘’bandeira da liberdade’’, Elas desonram e envergonham seus país, estão mais preocupadas com alcance das visualizações e membros nas suas redes de relacionamentos como se não houvesse amanhã; sem preocupações com as consequências das ações – o caminho é uma vida sem sentido, de rejeição e morte.
As mulheres secularizadas precisam de Cristo; precisam abandonar o comportamento da mulher do poço de Jacó; precisam formar família e educar seus filhos; precisam da contemplação e admiração pela Glória de Deus, retornando com coragem a vocação de auxiliadoras.
Como Ed Welch diagnosticou corretamente, ‘’devemos combater o medo com temor’’. As mulheres devem deixar de oferecer reverência e admiração a um padrão humano-secularizado, em vez disso, oferecer ao seu verdadeiro dono: O próprio Deus e isso é adoração.
As vestes, os adornos dos seus corpos devem refletir a Glória de Deus, e quando “adoramos o Senhor no esplendor da sua santidade” (Salmo 96.9), algo interessante acontece: ‘Redescobrimos nossa verdadeira identidade — como pecadores redimidos pela graça, de uma maneira que desafia a compreensão humana’’. Nossas vidas são propriedades do Senhor. Que Deus tenha misericórdia das mulheres que são inimigas do seu Trono.
Pr. Heuring Motta, Teólogo pela FBB, Logoeducador pela UCSAL, Pastor da Igreja Batista Reformada em Jequié-BA