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pastora baleada por facções morre após meses


A pastora evangélica Carine Carvalho faleceu na manhã da última terça-feira, 6 de janeiro de 2026, em Salvador, Bahia, em decorrência de complicações de um ferimento a bala sofrido em julho do ano anterior. A informação foi confirmada pela Igreja Batista Casa de Oração, onde a religiosa exercia seu ministério junto com o marido, o pastor Manoel Carvalho.

Segundo reportagem da TV Bahia, a pastora não resistiu a infecções adquiridas durante o longo período de tratamento. O óbito ocorreu por volta das 6h. Em publicação nas redes sociais, a igreja compartilhou um trecho da Segunda Epístola a Timóteo (4:7-8): “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé”.

O velório e o sepultamento foram realizados na quarta-feira, 7 de janeiro, no Cemitério Bosque da Paz, localizado no bairro Nova Brasília, em Salvador.

Relembre do Caso

O ataque ocorreu na noite de 5 de julho de 2025. O casal de pastores estava no carro com seus dois filhos, de 15 e 20 anos, após levar um membro da congregação para casa no bairro da Engomadeira, na Zona Norte de Salvador. Na ocasião, facções criminosas rivais disputavam o controle da área.

Ao entrar no bairro, o pastor Manoel Carvalho foi abordado por homens armados. Ele se identificou como líder religioso, exibiu uma Bíblia, e foi autorizado a passar. No entanto, durante a saída do local minutos depois, os criminosos efetuaram disparos contra o veículo. Um projétil atingiu a pastora Carine Carvalho na nuca, com saída pela testa.

Ela foi socorrida e submetida a uma cirurgia de quatro horas no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), onde permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após cinco meses de internação, recebeu alta em dezembro de 2025 e continuou o tratamento em casa. A evolução do quadro foi marcada por períodos de melhora, mas a pastora acabou sucumbindo a infecções relacionadas ao ferimento.

Reações e Contexto

Em declaração, o pastor Manoel Carvalho agradeceu pelas orações recebidas durante os seis meses de luta. “Ela deixou um legado”, afirmou.

Nas redes sociais, membros da comunidade evangélica lamentaram a morte e enviaram mensagens de apoio à família. Uma pastora, em comentário amplamente compartilhado, vinculou o caso ao cenário de violência urbana: “A morte da apóstola não foi uma fatalidade. Foi o resultado anunciado do aumento da criminalidade e do abandono da segurança pública”.

A Polícia Civil da Bahia investiga o caso como tentativa de homicídio. Até o momento, não foram divulgadas novas informações sobre a identificação ou prisão de suspeitos.





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