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Trump faz novos ataques ao Estado Islâmico na Síria


No último sábado, 10 de janeiro, uma nova série de ataques aéreos coordenados contra alvos do Estado Islâmico na Síria foram realizados pelos Estados Unidos. A ação ocorreu em resposta à emboscada registrada no mês passado em Palmira, que resultou na morte de dois soldados americanos e de um intérprete civil, cidadão americano.

O Comando Central dos EUA informou que os ataques começaram por volta das 12h30, no horário da costa leste americana, e envolveram forças dos Estados Unidos e de países parceiros. As ofensivas atingiram diversas posições do Estado Islâmico em diferentes regiões do território sírio.

A operação recebeu o nome de Operação Hawkeye Strike e integra a resposta militar de Washington ao ataque ocorrido em 13 de dezembro. Na emboscada, morreram o sargento Edgar Brian Torres-Tovar, o sargento William Nathaniel Howard e o intérprete Ayad Mansoor Sakat, durante uma missão conjunta em Palmira.

Torres-Tovar e Howard integravam a Guarda Nacional de Iowa e haviam sido mobilizados no âmbito da Operação Inherent Resolve, iniciativa internacional voltada ao combate aos remanescentes do Estado Islâmico. Sakat era um intérprete contratado, de 34 anos, residente em Macomb, no estado de Michigan.

O Comando Central descreveu os ataques realizados no sábado como de “grande escala” e executados em coordenação com forças aliadas, sem detalhar quais unidades participaram da operação. Em comunicado divulgado no sábado, o órgão afirmou: “Nossa mensagem continua clara: se você ferir nossos combatentes, nós o encontraremos e o mataremos em qualquer lugar do mundo, não importa o quanto você tente escapar da justiça”.

O Estado Islâmico ganhou projeção em 2014, ao ocupar amplas áreas do Iraque e da Síria, antes de ser expulso de seus principais redutos por uma coalizão militar liderada pelos Estados Unidos nos anos seguintes. Apesar da perda de territórios estratégicos, o grupo segue ativo em regiões desérticas da Síria.

Analistas têm manifestado preocupação com uma possível reorganização do grupo após a deposição do ex-presidente Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, e a ascensão do presidente Ahmed al-Sharaa. Al-Sharaa liderou anteriormente a Frente Al-Nusra, ligada à Al-Qaeda, e tem adotado medidas para se distanciar desse histórico.

A resposta militar americana teve início em um ataque anterior, realizado em 19 de dezembro, que atingiu 70 alvos do Estado Islâmico no centro da Síria. Essa ofensiva marcou o primeiro uso do míssil Hawkeye Strike e foi conduzida conjuntamente pelos Estados Unidos e pela Jordânia, com alvos que incluíram infraestrutura e depósitos de armas do grupo.

Autoridades americanas informaram que a emboscada em Palmira teria sido executada por um atirador solitário ligado ao Estado Islâmico. O episódio foi o primeiro incidente fatal envolvendo tropas dos Estados Unidos na Síria desde a deposição de Assad.

Após o ataque, os Estados Unidos ampliaram a coordenação com Damasco, que recentemente aderiu à coalizão internacional contra o Estado Islâmico. A adesão ocorreu durante a visita de al-Sharaa à Casa Branca, em novembro, a primeira visita de um chefe de Estado sírio aos Estados Unidos.

O presidente Donald Trump autorizou os novos ataques após receber relatórios atualizados sobre a emboscada em Palmira. Durante seu primeiro mandato, Trump já havia ordenado a redução do contingente militar americano na Síria.

A mídia estatal síria informou no sábado a transferência de combatentes curdos de Aleppo para Tabaqa, no nordeste do país. A movimentação ocorreu após um acordo de cessar-fogo firmado depois de confrontos com forças governamentais, segundo informações citadas pela France 24 e pela AFP.

Os confrontos começaram no início da semana, após um impasse nas negociações sobre a integração das forças curdas ao novo governo sírio. Relatos indicaram que forças governamentais bombardearam o distrito de Sheikh Maqsud durante a noite, após o prazo final do cessar-fogo expirar.

Na noite de sábado, ônibus transportaram combatentes curdos que se renderam para fora de Aleppo. Forças de segurança acompanharam famílias que deixaram a região durante a evacuação.

O governador de Aleppo informou que cerca de 155 mil moradores foram deslocados desde o início dos confrontos. Autoridades locais relataram ao menos 21 mortes de civis.

A televisão estatal síria anunciou que as operações militares em Sheikh Maqsud foram suspensas após a evacuação da área.

O enviado dos Estados Unidos, Tom Barrack, reuniu-se com Ahmed al-Sharaa no sábado e defendeu a retomada das negociações entre o governo sírio e líderes curdos. Ele afirmou que a violência “corre o risco de comprometer o progresso alcançado desde a queda do regime de Assad e abre caminho para interferências externas que não servem aos interesses de nenhuma das partes”.

Em declaração por escrito, Barrack afirmou que “o governo sírio reafirmou seu compromisso com o acordo de integração de março de 2025 com as Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas pelos curdos, que fornece uma estrutura para a incorporação das FDS nas instituições nacionais de uma maneira que preserve os direitos curdos e fortaleça a unidade e a soberania da Síria”. Ele acrescentou que “os recentes acontecimentos em Aleppo, que parecem desafiar os termos deste acordo, são profundamente preocupantes” e pediu que todas as partes exerçam contenção e retomem o diálogo conforme os acordos de 10 de março e 1º de abril de 2025.

A autoridade curda Elham Ahmad disse à AFP que a administração no nordeste da Síria permanece comprometida com os acordos firmados anteriormente, mas acusou autoridades sírias de provocarem o conflito.

As operações de voo no aeroporto de Aleppo permaneceram suspensas até sábado, em razão das tensões contínuas nas áreas vizinhas.

A Turquia, aliada regional do novo governo sírio, apoiou a retirada de facções armadas curdas da região de fronteira, segundo informações do portal The Christian Post.

As Forças Democráticas Sírias desempenharam papel central na derrota do Estado Islâmico em 2019 e controlam extensas áreas ricas em petróleo no nordeste da Síria. O futuro do grupo na nova estrutura de poder do país segue indefinido, em meio a disputas sobre descentralização e acordos de segurança.





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