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Irã executa manifestante após casamento por telefone na prisão


O regime iraniano executou Alireza Sepahi, de 25 anos, em 5 de outubro, poucas horas após ele se casar por telefone com Mahshad Keshani, de 22 anos, que também está presa. A execução ocorreu na Prisão Central de Isfahan, onde Sepahi estava detido por sua participação em protestos contra o governo.

Casamento na prisão

O casamento entre Alireza Sepahi e Mahshad Keshani foi organizado por um advogado de direitos humanos e realizado por telefone, com a presença dos pais do casal. A cerimônia aconteceu no domingo, antes da execução de Sepahi, e foi marcada pela emoção, com o jovem chorando ao saber do pedido de casamento feito por Keshani.

“Sr. Davoudi, eu amo Alireza.”

Mahshad Keshani, que cumpre pena de cinco anos de prisão, temia que a execução de seu noivo estivesse próxima e, por isso, pediu que se casassem, mesmo sem a possibilidade de um encontro presencial. O advogado Amirsalar Davoudi organizou o ato e leu os votos para que as famílias pudessem abençoar a união.

Condenação e execução

Alireza Sepahi foi condenado à morte por sua participação em protestos realizados em 8 de janeiro, na Praça Alikhani, em Isfahan. Ele e Alireza Raisi, seu co-réu, foram acusados de envolvimento nas mortes de quatro integrantes das forças de segurança. Ambos receberam a pena de morte e foram executados.

Sepahi já havia escapado de uma tentativa de execução anterior, prevista para julho, quando sofreu um ataque cardíaco a caminho da forca. As autoridades adiaram o enforcamento até que ele recuperasse a consciência. Após sua morte, a família foi impedida de levar o corpo para sepultamento na cidade natal dele.

Repercussão internacional

Maryam Rajavi, presidente eleita do Conselho Nacional da Resistência do Irã (CNRI), pediu ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, que adote medidas urgentes para interromper as execuções e os assassinatos de manifestantes no Irã. Rajavi destacou as milhares de execuções e décadas de impunidade por violações de direitos humanos no país.

“Não sei como lidar com isso.”

— Amirsalar Davoudi



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