Os advogados de Jair Bolsonaro (PL) pediram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o ex-presidente receba assistência religiosa durante a permanência na Sala de Estado-Maior da Polícia Federal, em Brasília. A defesa também solicitou permissão para o uso de uma Smart TV no local.
Os advogados Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser afirmaram na petição que o acesso a informações integra condições mínimas de dignidade e deve ser assegurado a pessoas sob custódia do Estado.
A defesa informou que Bolsonaro está em um espaço de cerca de 12 metros quadrados, com cama, armário, mesa, frigobar, ar-condicionado, janela e banheiro exclusivo. Imagens divulgadas após a detenção indicam a presença de uma televisão na sala.
Os advogados disseram que a Smart TV, a ser fornecida pela família, não será usada para acessar redes sociais. Eles afirmaram que o uso ficaria restrito a canais de notícias e plataformas jornalísticas, como o YouTube, “em sua função estritamente informativa”.
Além do pedido sobre a televisão, a defesa solicitou autorização para que o bispo Robson Lemos Rodovalho e o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni prestem assistência religiosa a Bolsonaro. Os advogados afirmaram: “O atendimento espiritual será realizado de forma individual, com supervisão institucional, sem qualquer interferência na rotina do estabelecimento, tampouco risco à segurança”.
De acordo com a revista Oeste, na semana anterior, os advogados também pediram providências sobre o que classificaram como “ruído contínuo e permanente” do sistema de ar-condicionado central da sede da Polícia Federal. Eles afirmaram que o barulho incomoda Bolsonaro devido à proximidade do equipamento com o local onde ele está custodiado.