Israel realizou novos ataques contra o Líbano na quinta-feira, 05 de março, marcando o quarto dia consecutivo de bombardeios no território libanês. Um dos ataques matou Wassim Atallah al-Ali, apontado como líder do Hamas. A ação ocorreu no campo de refugiados palestinos de Beddawi, próximo à cidade de Trípoli.
Segundo a agência estatal libanesa ANI, um drone atingiu a residência de al-Ali durante a noite. Ele morreu no local junto com sua esposa. Autoridades o identificaram como integrante do alto comando do Hamas.
De acordo com relatos locais, outras três pessoas morreram em ataques israelenses no mesmo período. O governo libanês informou que dois veículos foram atingidos na rodovia que leva ao Aeroporto Internacional de Beirute.
Imagens divulgadas pela agência AFP mostraram uma coluna de fumaça sobre Beirute na manhã do mesmo dia. O bombardeio ocorreu na zona sul da cidade, região associada à presença do grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã.
As forças armadas israelenses afirmaram nas redes sociais que realizaram uma nova série de ataques contra infraestrutura considerada terrorista do Hezbollah em diferentes áreas do Líbano. Entre os alvos mencionados estavam locais de lançamento de foguetes e mísseis ao sul do Rio Litani, além de uma instalação usada para produção de drones.
O conflito se intensificou após o Líbano entrar diretamente na escalada militar na segunda-feira, 02 de março. O Hezbollah anunciou que lançou seu primeiro ataque contra Israel como resposta à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei.
Em discurso transmitido pela televisão do grupo, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que a organização continuará resistindo ao que chamou de “agressão israelo-americana”. Segundo ele, o grupo não pretende se render diante das operações militares.
Na quarta-feira, 04 de março, o Hezbollah declarou ter realizado pelo menos 23 ataques contra Israel. Entre as ações reivindicadas estão o uso de drones contra indústrias aeroespaciais no centro do território israelense, atingindo pela primeira vez uma área distante da fronteira.
O grupo também afirmou ter disparado um “míssil de precisão” contra uma base militar no norte de Israel. No sul do Líbano, o Hezbollah relatou confrontos diretos com tropas israelenses que teriam entrado na vila de Khiam, localizada a cerca de seis quilômetros da fronteira entre os dois países, conforme informado pela revista Oeste.