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Diminui número de cristãos que defendem a inerrância da Bíblia


Dados divulgados pela iniciativa “Estado da Igreja”, baseados em 12.116 entrevistas realizadas entre janeiro e outubro de 2025, indicam que a leitura semanal da Bíblia entre adultos norte-americanos deve atingir seu nível mais elevado em quinze anos. O estudo foi desenvolvido em parceria entre o Barna Group e a plataforma Gloo.

Segundo a pesquisa, aproximadamente 50% dos cristãos declarados afirmam engajar-se com as Escrituras semanalmente – o percentual mais alto registrado desde 2010. Esta representação marca uma recuperação acentuada em relação a 2024, quando o índice havia recuado para 30%, o menor patamar do período analisado.

David Kinnaman, diretor-executivo do Barna Group, comentou os resultados: “A leitura bíblica está a retomar seu crescimento entre as gerações, reflectindo um reengajamento com a fé que não observávamos há uma década”. Kinnaman acrescentou que “as pessoas não estão apenas curiosas sobre a fé – estão a abrir as Escrituras por iniciativa própria”.

O crescimento foi particularmente significativo entre os jovens adultos. Entre os Millennials, 50% declararam leitura semanal, um aumento de 16 pontos percentuais em relação a 2024. Na Geração Z, o índice saltou de 30% para 49% no mesmo período, um crescimento de 19 pontos. A Geração X registrou 41%, enquanto os Baby Boomers apresentaram a menor frequência, com 31%.

Brad Hill, diretor da Gloo, salientou: “É animador ver mais jovens voltando-se para a Bíblia, mas este aumento representa também um desafio para os líderes religiosos aprofundarem este engajamento”.

O estudo revelou ainda uma mudança no perfil demográfico dos leitores frequentes. Tradicionalmente maior entre mulheres, a prática agora é mais comum entre homens das gerações mais jovens: 54% da Geração Z masculina e 57% dos Millennials homens relatam leitura semanal, contra 46% e 43% respectivamente entre suas congéneres femininas.

Este dado relaciona-se com outro achado da pesquisa: 38% das mulheres da Geração Z identificam-se como ateias, agnósticas ou sem afiliação religiosa, um percentual superior ao verificado entre homens da mesma idade (32%).

Apesar do aumento na frequência de leitura, a crença na precisão absoluta das Escrituras mantém tendência de declínio. Atualmente, 36% dos norte-americanos consideram a Bíblia totalmente precisa, uma redução face aos 43% registrados em 2000. Entre os autoidentificados como cristãos, apenas 44% afirmam concordar com o conceito de inerrância das Escrituras.





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