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Ex-ator que virou pastor avalia batismo de atriz pornô Lily Phillips


Um ex-ator pornô que se tornou pastor comentou publicamente o anúncio do batismo de uma atriz de conteúdo adulto e influenciadora do OnlyFans, após a repercussão gerada entre cristãos nas redes sociais.

A influenciadora Lily Phillips anunciou na semana passada que havia sido batizada. A divulgação provocou reações divergentes no meio cristão, incluindo manifestações de apoio e questionamentos sobre a sinceridade do ato, diante da intenção declarada de continuar produzindo conteúdo sexualmente explícito.

O pastor Joshua Broome, que deixou a indústria pornográfica após se converter ao cristianismo, publicou um vídeo no Instagram na terça-feira comentando o caso. Ele afirmou: “Eu não a conheço pessoalmente. Não sei se o batismo é legítimo ou qual é a fé dela. Não é algo que eu saiba com certeza e não é algo que eu possa determinar. Só Deus a conhece e conhece o seu coração”.

Broome declarou que “Deus não é limitado por pessoas imperfeitas, motivações obscuras ou começos complicados”. Ele mencionou exemplos de pessoas envolvidas na produção da série The Chosen que, segundo ele, não tinham fé no início e ainda assim relataram transformações pessoais ao longo do processo.

Ao relatar sua própria trajetória, Broome afirmou: “Antes de Jesus me resgatar, eu estava na indústria pornográfica”. Ele acrescentou que “Ele não me reconheceu porque eu tinha as intenções certas ou as palavras certas”, mas que a mudança ocorreu, segundo ele, pela ação do Espírito de Deus.

Broome disse que não buscava se corrigir por conta própria e afirmou que a oração intercessória costuma ser subestimada. Ele declarou que “Deus pode fazer o que nós não podemos e o Seu Espírito pode realizar o que nossas palavras jamais conseguiriam”.

Ao abordar críticas dirigidas a pessoas com histórico na indústria sexual, Broome afirmou que o sexo havia sido um “ídolo” em sua vida. Ele disse que se entristece ao ouvir declarações como “não há água suficiente no oceano para batizar alguém como ela ou alguém como eu”.

O pastor afirmou que “Deus não coloca um resumo do pecado numa balança” e que “o sangue da cruz não apenas supera o pecado, como o cobre por completo”. Ele declarou ainda: “Quando Jesus salva, somos declarados justos não por causa do nosso passado, mas por causa d’Ele”.

No encerramento do vídeo, Broome orientou como, segundo ele, cristãos deveriam reagir ao batismo de Phillips. Ele afirmou: “Talvez, em vez de atirar pedras, devêssemos orar por ela. Oremos por um arrependimento verdadeiro, um discipulado verdadeiro e uma vida verdadeira que dê frutos”.

Na legenda que acompanhou a publicação, Broome levantou questionamentos sobre a situação. Ele escreveu: “Isso era real ou uma farsa? Ela está em conflito com sua fé ou está se aproveitando de um tema polêmico?”. Em seguida, afirmou não saber a resposta e declarou que “o pecado sexual parece provocar muita indignação, ao contrário de outros pecados”.

Broome afirmou que atitudes como orgulho, ganância, fofoca e presunção costumam ser toleradas, enquanto questões ligadas à sexualidade geram reações mais severas. Ele escreveu que as Escrituras não minimizam o pecado sexual, mas também não o colocam fora do alcance da redenção.

Segundo Broome, “se o passado de alguém nos deixa desconfortáveis, isso pode dizer mais sobre nossa teologia do que sobre o arrependimento dessa pessoa”. Ele declarou ainda que “o papel da igreja nunca foi hierarquizar pecados — é proclamar o arrependimento, caminhar com as pessoas na verdade e confiar em Deus para a transformação”.

Phillips publicou sobre seu batismo nas redes sociais e falou sobre sua jornada de fé em entrevista à US Weekly. Na conversa, ela afirmou que não se considera uma “cristã tradicional” e disse que pretendia “se afastar um pouco do trabalho e de outras coisas para priorizar” sua fé.

De acordo com o The Christian Post, as críticas direcionadas ao batismo também incluíram questionamentos sobre o apoio contínuo de Phillips ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e sua posição favorável ao aborto, temas que entram em conflito com o ensino cristão.





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