O governo de Israel expressou forte descontentamento com a decisão do Comitê Norueguês do Nobel de conceder o Prêmio Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay. A jurista presidiu uma comissão da ONU que acusou Israel de genocídio na Faixa de Gaza.
Acusações de genocídio
O Ministério das Relações Exteriores de Israel criticou duramente a escolha de Pillay, afirmando que ela seria a favorita em um prêmio para mentiras e calúnias. A chancelaria israelense acusou o comitê de legitimar preconceitos contra Israel, mencionando até mesmo Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista, em suas críticas.
“Se houvesse um prêmio para mentiras, ódio e calúnias de sangue, Navi Pillay não seria apenas uma candidata. Ela seria a favorita.”
— Ministério das Relações Exteriores de Israel
Justificativa do Comitê Norueguês
O Comitê Norueguês do Nobel justificou a escolha de Pillay pelos seus esforços na promoção da paz e do Direito internacional. Em 2025, a comissão da ONU presidida por Pillay concluiu que Israel havia cometido atos de genocídio contra palestinos em Gaza, responsabilizando autoridades israelenses e afirmando que o país falhou em prevenir ou punir esses crimes. Israel, por sua vez, rejeita veementemente essas acusações.
Pronunciamento de Navi Pillay
Após o anúncio do prêmio, Navi Pillay fez um pronunciamento em Nuremberg, na Alemanha, onde ironizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia manifestado interesse na honraria. “Se vocês aplaudirem um pouco mais forte, talvez eu divida o prêmio com Trump”, brincou Pillay. Ela dedicou o prêmio aos sobreviventes de crimes internacionais e aos defensores da Justiça internacional, alertando para os riscos do enfraquecimento das instituições e cobrando dos líderes políticos o cumprimento da obrigação de proteger os direitos humanos e evitar guerras.
Histórico de Navi Pillay
Navi Pillay tem uma carreira marcada por importantes atuações no campo dos direitos humanos. Ela foi alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, juíza do Tribunal Penal Internacional e participou de investigações sobre o genocídio em Ruanda, em 1994. Além disso, foi a primeira mulher não branca a integrar a Suprema Corte da África do Sul.
US$ 1,2 milhãoValor do Prêmio Nobel da Paz